Lugol 5% (iodo/iodeto): o suplemento essencial esquecido pela medicina moderna

Patrícia Castro

2/2/20266 min read

No início do século XX, especialmente a partir de 1910, com a publicação do Relatório Flexner, financiado pela Carnegie Foundation e apoiado por grandes fundações privadas ligadas à família Rockefeller, o ensino médico nos EUA e no mundo passou por uma profunda reforma que redefiniu o conceito de “medicina científica”. Esse novo paradigma priorizou a farmacologia sintética e intervenções padronizadas, relegando ao ostracismo práticas tradicionais e naturais que, até então, compunham o arsenal terapêutico médico. A nova diretriz invalidou séculos de conhecimento  da medicina e estabeleceu uma medicina baseada em evidência. Na prática, a reforma pavimentou a entrada agressiva da família Rockefeller na indústria da saúde, transformando o ato de curar em um modelo de negócio altamente lucrativo.

Essa reforma alterou o currículo médico nas universidades do mundo todo, que passou a gravitar quase exclusivamente em torno de protocolos farmacológicos. Salvo raras exceções de profissionais que despertaram para essa realidade, a medicina moderna especializou-se na gestão de doenças, e não na promoção da saúde.

O resultado é uma medicina de "manutenção": o endocrinologista prescreve levotiroxina, o gastroenterologista, pantoprazol, o psiquiatra, os antidepressivos, o ortopedista, anti-inflamatórios, e o cardiologista, estatinas. Cada especialista maneja seu próprio arsenal químico dentro de limites técnicos estritos, tratando o organismo como um conjunto de peças isoladas.

O problema central reside nessa fragmentação: enquanto cada médico "faz a sua parte" aliviando sintomas imediatos, o todo é negligenciado. O corpo humano foi fatiado em especialidades que raramente se comunicam. Com isso, os efeitos colaterais cumulativos dessas substâncias — embora descritos em bula — são ignorados na prática clínica, criando um ciclo de medicalização contínua que silencia os sinais do corpo sem nunca resolver o que os originou.

Hoje, faço aqui uma breve inflexão em relação ao meu tema habitual sobre religião para tratar do Iodine Project e da literatura científica que foi, ao longo do tempo, empurrada para fora do debate médico. Não adianta lamentar o copo quebrado; é preciso reunir os cacos. E reunir os cacos significa buscar o conhecimento que foi abandonado, ignorado ou silenciado — conhecimento cuja ausência tem contribuído diretamente para o adoecimento progressivo da população mundial. Recuperar essas evidências é um ato de responsabilidade diante da saúde humana.

O Iodine Project reúne e sistematiza uma extensa revisão da literatura médica sobre o papel do iodo na saúde humana. Entre os principais autores e pesquisadores que fundamentam esse corpo de evidências estão:


Dr. Guy Abraham, ginecologista e pesquisador, que demonstrou a importância do iodo na saúde mamária e desenvolveu métodos para avaliar a suficiência corporal de iodo;
Dr. David Brownstein, médico clínico, que documentou em sua prática os efeitos sistêmicos da deficiência de iodo e a melhora de múltiplas condições após sua correção;
Dr. Jorge Flechas, endocrinologista, que aprofundou o entendimento do papel do iodo em tecidos extratireoidianos e sua relação com cânceres hormônio-dependentes;
Dr. Abraham Ghent e outros pesquisadores que evidenciaram a ação reguladora e antiproliferativa do iodo em tecidos sensíveis a hormônios.

Esses trabalhos mostram que a queda deliberada do consumo de iodo ao longo das últimas décadas coincidiu com o aumento de doenças autoimunes, distúrbios hormonais e cânceres — especialmente de mama e próstata.

No Brasil, quem vem se destacando por romper o silêncio em torno do iodo é a Fernanda Anders, publicitária e pesquisadora independente. Após anos convivendo com a doença de Hashimoto — uma condição autoimune em que o próprio organismo ataca a tireoide — e enfrentando graves desafios de saúde que afetaram também seus filhos, Fernanda iniciou uma investigação sobre as causas nutricionais e metabólicas dessas disfunções.

A partir do estudo rigoroso da literatura internacional — incluindo o Iodine Project — Fernanda Anders passou a difundir esse conhecimento de forma clara e acessível. Hoje, ensina médicos e leigos sobre o papel do iodo dentro de uma abordagem integrativa e responsável, mostrando como um mineral de baixo custo pode ser a chave para restaurar a saúde de milhares de pessoas afetadas pelo estilo de vida moderno Vivemos em um cenário de exposição constante a substâncias tóxicas e competidoras, e o resgate desses protocolos ancestrais oferece uma alternativa real à dependência química, devolvendo ao organismo sua capacidade intrínseca de equilíbrio e vitalidade.

Acredito que o médico cardiologista Lair Ribeiro tenha sido um dos pioneiros a trazer esse conhecimento sobre o iodo ao Brasil, por meio de seus cursos voltados a profissionais de saúde. No entanto, é inegável que a publicitária Fernanda Anders (@cetogenica.portugal e @iodinerevolution) seja hoje quem faz o maior “barulho” nas redes sociais, ao divulgar os resultados que ela própria experimentou — incluindo a remissão do quadro de Hashimoto e uma mudança significativa de qualidade de vida após seguir o protocolo do Dr. David Brownstein.

Antes que alguém questione que nós já temos o iodo que está presente no sal refinado, a recomendação oficial de aproximadamente 150 mcg de iodo proveniente desse sal não é suficiente para suprir as necessidades do corpo humano como um todo. Além disso, o iodo adicionado ao sal não se apresenta na forma de iodeto — biologicamente mais aproveitável —, mas sim como iodato de potássio, uma forma oxidada, menos biodisponível e prejudicial à saúde.

Feita esta introdução sobre o assunto, compartilho informações preciosas sobre o iodo para que você, caro leitor, assuma o protagonismo da sua saúde. O caminho para isso passa pelo conhecimento: seja através do curso 'A Revolução do Iodo', da Fernanda, onde você aprende a utilizá-lo com inteligência, ou através da cobrança direta desse saber ao seu médico. A própria Fernanda faz um alerta aos profissionais: o iodo não é mais opcional; quem negligenciar essa evidência ficará para trás. Não é possível que todos sejamos enganados indefinidamente. A verdade está vindo à tona, e a responsabilidade pela saúde deve retornar às mãos de quem mais se beneficia dela: o próprio indivíduo.

Algumas verdades sobre o Lugol 5% (iodo/iodeto)

1 - Se você não mora na Ásia e não consome algas marinhas em abundância, certamente apresenta deficiência de iodo. Fora do contexto asiático, essa deficiência é generalizada na população mundial.

2 -O iodo/iodeto é indispensável para o bom funcionamento do organismo humano. Trata-se de um micronutriente essencial à vida.

3 - Há um equívoco recorrente de que o iodo serve apenas para a tireoide. Na realidade, a tireoide utiliza apenas uma parte do iodo ingerido. O restante é direcionado a outros tecidos igualmente importantes, como mamas, ovários, útero, pâncreas, próstata e diversos outros órgãos e sistemas do corpo humano. O iodo é um elemento sistêmico, não exclusivo de uma glândula.

4 - A deficiência de iodo, associada à carência de nutrientes como vitaminas D3 e K2, zinco, selênio e magnésio, está na base de muitos problemas de saúde. Em vez de investigar causas, opta-se por medicamentos que apenas controlam sintomas. Muitas doenças são consequências diretas de deficiências nutricionais.

5 -  Quando o Lugol 5% é associado às vitaminas D3 e K2, destaca-se como uma das ferramentas mais potentes na prevenção de doenças graves, incluindo o câncer. Prevenção, aqui, não significa promessa milagrosa, mas restauração de um terreno biológico saudável, menos propício ao desenvolvimento de patologias degenerativas.

6 -Antes de considerar a suplementação difícil ou cara, avalie o custo financeiro, físico e emocional de um tratamento oncológico. O estilo de vida moderno — alimentos industrializados, água fluoretada, estresse crônico e hábitos nocivos — cria um ambiente altamente favorável ao câncer, enquanto a genética tem papel menor do que se acredita.

Se o iodo é essencial, acessível e historicamente utilizado para curar doenças, por que permanece fora do centro do debate médico?

A resposta é tão incômoda quanto óbvia: a cura definitiva não é um modelo de negócio sustentável. Talvez o silêncio exista porque a prevenção é barato, e soluções simples — e não patenteáveis — não sustentam sistemas complexos e bilionários. A saúde, da forma como foi estruturada desde o Relatório Flexner, transformou-se em um dos maiores mercados do mundo. Nesse tabuleiro trilionário, o foco deslocou-se do "paciente curado" para o "consumidor crônico". Manter o organismo em um estado de equilíbrio mineral, como o iodo proporciona, é devolver a autonomia ao indivíduo, algo que colide frontalmente com os interesses de uma indústria que lucra com o manejo perpétuo de sintomas.